Espiritualidade

 

A Espiritualidade: O carisma franciscano hospitaleiro tem as suas raízes mergulhadas na vida franciscana, que privilegia a graça de ser filho/a de Deus, irmão/irmã de Jesus Cristo, de toda a humanidade e da criação inteira.

Esta proposta de vida traz consigo a necessidade de cultivar a humildade, a pobreza, a simplicidade e a alegria, como um irmão ou irmã menor, a exemplo de Jesus que, sendo o Senhor, se fez pobre e humilde, servindo amorosamente a todos.

Esta seiva franciscana nutre o dom da Hospitalidade, cuja encarnação se inspira no modo de ser de Deus, que abre o coração e nele hospeda e cerca de cuidados a humanidade, cada pessoa em particular e toda a criação, de modo infinitamente amoroso e aconchegante, suave e terno.

 

Desta hospitalidade de Deus fala, poeticamente, o salmo 22 (23), alegoria sublime da figura do Bom Pastor:

O Senhor é meu Pastor, nada me falta...
em campinas verdes me faz repousar...
para as águas tranquilas me conduz, e restaura as minhas forças...
Ainda que eu caminhe por um vale tenebroso,
nenhum mal temerei, pois estás junto a mim...
teu bastão e teu cajado me deixam tranquilo...
preparas uma mesa para mim...
unges a minha cabeça com óleo e minha taça transborda...
Sim, felicidade e amor me seguirão todos os dias da minha vida.

Para viver a espiritualidade franciscana hospitaleira, nesta perspectiva da hospitalidade de Deus, é preciso aprender a olhar como Jesus, que vê, para além das aparências, o coração;
é preciso afinar os ouvidos, para escutar os gritos e gemidos da humanidade sofredora;
é preciso dilatar os espaços do coração, para que ele se torne um lugar de acolhida de todos os irmãos e irmãs;
é preciso desenvolver a prontidão para estar a serviço da vida. A formação para a vida religiosa franciscana hospitaleira privilegia a formação do coração, através do cultivo da nossa espiritualidade e da prática das obras de misericórdia,
que nos levam a entregar a vida em gestos concretos de acolhimento, de cuidado e de consolação.


Cultivando esta mesma espiritualidade, as Irmãs adquirem uma fisionomia espiritual semelhante, que é o nosso “traço de família”.